Tema: OBEDE-EDOM.

Introdução:

“Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom eles e seus filhos, e seus irmãos, homens valentes e de força para o ministério, ao todo, sessenta e dois de Obede-Edom” (ICrônicas 26:8).

Salta aos olhos a declaração bíblica que os familiares de Obede-Edom, seus descendentes e colaterais eram valentes e de força para o ministério. Nessa lição mostraremos de quando e de onde veio essa valentia e força para o ministério.

Nessa lição, algumas perguntas deverão ser respondidas, tais como:

Quem foi Obede-Edom? Qual foi a sua importância na História do povo de Israel? O que ele fez? O que ele se tornou?

Para entendermos a sua importância na história de Israel, precisamos fazer uma imersão na própria história da arca do concerto e no seu significado.

I A relação de Obede-Edom com a arca

Assim, veja-se, a arca do concerto era o móbil da presença de Deus, ou melhor, representava a presença ambulatorial de Deus. Em palavras outras, onde Israel estava ali também estava a arca representando a aliança com Deus. E Obede-Edom apareceu quando a arca se tornou um objeto temerário.

A história conta que Davi quis levar a arca para Jerusalém, ao passo que ela se encontrava em Quiriate-Jearim; desse modo, buscou conselho com os anciãos, esses concordaram, então Davi convocou os “bnei Israel” (os filhos de Israel) para uma grande festa. Assim sendo, a arca estava sendo trazida pelos sumo-sacerdotes, sacerdotes e levitas, até que ao chegar na eira de Quidom, Aiô e Uzá carregavam a arca, este ergueu as mãos para tocar na arca. Quando Uzá tocou na arca a ira de Deus se acendeu e ele foi fulminado na hora (I Crônicas 13). A ideia hierofânica é forte, uma vez que estamos diante da manifestação do sagrado. A palavra sagrado vem do latim sacrum, ou seja, o inviolável, intocável, representando um ambiente protegido por Deus. A Teologia associa o sagrado ao que chamamos de Teoforia, ou seja, o foro de Deus, o espaço inviolável de Deus.

Ocorre que depois de tal fato-morte todos ficaram com medo de levarem a arca para Jerusalém, Davi mesmo desistiu da empreitada, e perguntou quem poderia levar a arca para sua casa, frente a isso, Obede-Edom se voluntariou de imediato, pois que entendeu qual deveria ser modo e o trato com o sagrado.

II Quem foi Obede-Edom

O nome dele é bem sugestivo, o qual leva a concluir que, pasme, ele não era hebreu, mas um Edomita, descendente de Esaú, irmão de Jacó que foi fundador da nação de Israel. Sabe-se que os hebreus tinham regras dadas por Deus que não permitiam hebreus se casarem com estrangeiros (endogamia), por isso, não se sabe como Obede-Edom foi parar em Israel, muito provavelmente foi levado como escravo para Israel, depois de uma batalha contra Edom ou contra os filisteus. Registra-se que apesar de hebreus e edomitas descenderem do mesmo tronco genealógico, quer dizer, de Isaque e de Abraão, eles viviam em guerra. Assim, Obede vem da raiz hebraica Evede, que significa servo. Quando faz referência que ele era um Giteu, infere-se que ele morava na mesma cidade de Golias que fora vencido por Davi, ou seja, na Filistéia, que hoje é chamada de Palestina. Assinala-se, o perito em peregrinações, Obede-Edom não temeu ficar com a arca, mas como o guarnecimento da arca em sua casa partiu de uma ordem de Davi, ele também não poderia discordar (I Crônicas 13:13).

II.1 O que aconteceu com a casa de Obede-Edom

O texto bíblico é claro, a presença da arca do concerto na casa de Obede- Edom trouxe grande prosperidade; apesar de ter ficado por apenas 3 meses na casa do indigitado servo giteu, foi capaz de prosperar poderosamente ele e sua família e tudo quanto tinha (I Crônicas 13:14).

Face ao exposto, impõe-se dizer que a partir dessa relação com o Poder de Deus, cuidando das coisas de Deus ele prosperou muitíssimo e ampliou seus misteres na obra de Deus. É interessante perceber que Obede-Edom viu tanto que era bom servir a Deus que passou a se dedicar em tudo na Casa de Deus e na obra de Deus, e levou os seus familiares a fazerem o mesmo.

II. 2 Obede-Edom cuidava das coisas de Deus e Deus cuidava das suas coisas

A Palavra de Deus afirma que Obede-Edom passou a ser porteiro da arca de Deus, esperto ele, inteligente, pois que queria ficar bem pertinho do simbólico da aliança, queria estar com o Senhor o tempo todo. Obede-Edom era porteiro da arca de Deus (I Crônicas 15:18,24) mas era também adorador (harpista) que tocava perante a arca do concerto (I Crônicas 15:21). Ele entendeu que servir a Deus era uma fonte de bençãos, então se metia em tudo para dar o melhor para Deus, e o Senhor o honrou!

II.3O que Obede-Edom fez definiu quem ele foi

É de sabença de todos os estudiosos que o que Obede-Edom fez, definiu quem ele foi, ou se tornou. É ledo erro pensar que seremos alguma coisa sem fazer nenhuma coisa. O que Obede-Edom fez para Israel definiu a sua posição no Reino, ao passo que não somente ele, mas toda a sua família foi abençoada por sua escolha de servir a Deus.

Conclusão:

A par com todo o exposto, em últimas pinceladas, vale dizer que Obede- Edom foi tremendamente abençoado por Deus, porque serviu a Deus com todo o seu coração, e isso definiu o devir, ou seja, o vir-a-ser de Obede-edom, tornou- se em Israel, mal comparando, um pouco do que José foi no Egito, quer dizer, um estrangeiro próspero em terra estranha. O que ele fez definiu o que ele se tornou e abriu portas para a sua família, como está escrito:

E para Obede-Edom a do Sul; e para os seus filhos a casa de depósito” (I Crônicas 26:15).

Apura-se que Davi não era bobo, colocou para cuidar da casa do depósito os filhos de Obede-Edom, pessoas que desenvolveram intimidade com Deus.

Notadamente, como informa o texto epigrafado, não somente Obede- Edom, mas também seus filhos e seus netos e seus colaterais, todos se tornaram prósperos, abençoados por Deus, porque cuidaram das coisas de Deus. Sublinha-se, tudo começou com um homem que se dispôs a servir a Deus. É sempre oportuno lembrar que disposição não se confunde com propensão. Muitos vivem propensos a fazerem alguma coisa, mas não fazem, nunca fazem; porém, outros, têm disposição de fazer cada vez mais por Deus, pois têm força para o ministério! E você tem força para o ministério? Paulo fala da “akrasia”, ou seja, fraqueza de vontade. Se você ainda não tem força para servir a Deus, deve buscar de Deus essa força. Em acréscimo devemos lembrar que Neemias disse: A alegria do Senhor é a nossa força! E Paulo disse: Sede firmes e constantes e abundantes na obra do Senhor, porque o vosso trabalho não é vão (vazio) no Senhor (ICO15:58). Isso quer dizer que tudo o que fazemos para Deus, Ele vê e Ele nos recompensa por isso! Deus nos abençoe!

De seu conservo, Bispo Alexandre R. Metello.

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