O PODER DA MÚSICA
“E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele”. (1 Samuel 16:23).
Introdução:
Incialmente, é bom considerar que a música possui frequências sonoras, e estudos apontam que a depender da música que se ouve, um ou mais efeitos serão percebidos. Recordo-me, que certa feita fui convidado para expulsar de um homem uma legião de demônios. Naquela ocasião, eu me preparei muito e me dirigi para a casa do rapaz, lá chegando, ele veio me receber à porta, com os olhos virados e uma batalha se travou, então, comecei a repreender aquele demônio, e o declarei sem força e maniatado, e o coagi a dizer, como ele teria entrado nele?! O possuído foi até um disco vinil, de Raul Seixas, pegou da estante e deu aquela gargalhada. Recordo-me que na época ninguém sabia dos fortes envolvimentos de Raul Seixas e Paulo Coelho com o ocultismo. Naquela ocasião, o demônio disse ainda, qual seria a música preferida dele, isto é: “Eu nasci há dez mil anos atrás”. Essa música é praticamente uma narrativa do embate entre o diabo e Deus. na letra o próprio diabo diz que “viu Jesus Cristo ser crucificado e o amor assassinado”. Blasfêmia do diabo. Ele também diz que “viu Moisés atravessar o mar vermelho e Pedro negar a Jesus Cristo três vezes”. Quer dizer, é um repertório de blasfêmias. Nota-se, a música pode ser instrumentalizada para produzir possessão demoníaca. No que tange a musicalidade, deve-se evitar o pout-pourri, a voz ou o toque que projeta a alma devem se voltar para Deus. A música tem ritmo, harmonia e letra. O ritmo é corporal, a harmonia é emocional (psicológica) e a letra é racional.
Outros estudos apontam que quando jovens saem do baile Funk, numa grande maioria saem agitados, querendo brigar e destruir as coisas. É de sabença de todos que determinadas músicas nos agitam e oprimem e outras nos acalmam e aliviam, isso por causa das vibrações produzidas pelas músicas, formando as ondas sonoras, as quais são definidas por hertz, ou seja, os chamados ciclos por segundo, cada ciclo tem um hertz. Tudo isso, produz vibrações no mundo físico e espiritual. Qualquer um já passou por um carro contendo um paredão de som, e percebeu que ele produzia vibrações, um som muito alto pode quebrar vidros, devido a vibração sonora.
I – A igreja precisa não cantar na Babilônia
“Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria”. (Salmos 137:1-6).
Faceia-se, o que mais me impressiona é um cristão querer misturar o sagrado com o profano. O povo de Jerusalém rejeitou cantar a música de Sião na Babilônia. Hoje, nós vemos cantores cristãos que por dinheiro, não só cantam, mas também dançam na Babilônia. Diferentemente, os tocadores de Sião, viam-se inábeis, quer dizer: “a direita sem destreza”. Já os cantores de Sião percebiam-se engasgados para cantarem na Babilônia, eles diziam: “apegue-se a língua ao meu palato”. Havia um engasgo! Sem dúvida, aqui temos um texto que nos leva a uma crítica suave. Lado outro, a igreja deve se regozijar em Sião.
II – A igreja precisa se regozijar e adorar em Sião
O Salmo 126 traça um paralelo com o Salmo 137, ao passo que, aquele trata de quando o povo de Deus voltou para Sião, após a libertação do cativeiro babilônico, enquanto, que esse trata de quando o povo foi levado cativo. O “mise en scene” do Salmo 126 era de total alegria, leia-se:
“Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. (Salmos 126:1-6).
Infelizmente hoje, nós vemos cristãos ferindo o coração de Deus, mostrando-se irreverentes no momento da adoração, pois, enquanto irmãos ministram com toda a alegria, outros dormem no banco da igreja, ou manifestam em seus rostos o desânimo para adorar. Daí eu me pergunto: Em qual frequência eles estão? De Sião ou da Babilônia?
Precisamos mostrar a nossa total alegria diante de Deus quando o adoramos!
A música é de fato muito poderosa. Haja vista que hoje quando uma criança é portadora de necessidades especiais, a musicoterapia é sugerida como uma das modalidades de tratamento. Mas, assim como ela pode curar, também tem o poder de destruir e contaminar uma alma e causar um verdadeiro descalabro espiritual.
III – O poder da adoração
O texto encimado, apresentado com epígrafe textual, apresenta três efeitos do poder de Deus sobre Saul por intermédio da música. O primeiro deles, é “tov” (bom ou bem). Saul ficava bem! O segundo é, ele ficava aliviado (ragah, Hb), e o espírito mau, ou seja, um ruah ra’ah, que seria um espírito demoníaco, se apartava dele, quer dizer, “sarah” (Hb), se afastava, se apartava, bem como, saía de sobre ele, isto é, “me’alav”(Hb).. Face ao exposto, três coisas aconteciam: Se sentia melhor (fisicamente), aliviado (psicologicamente) e livre (espiritualmente). Assim, consoante ao exposto, três verdades convergem para desvelar que três consequências decorrem da música e da adoração a Deus, as quais reunidas devem ser interpretadas como libertação integral. Nessa quadra de ideias, pode-se dizer que, se na esfera pessoal isso acontece, não é diferente do que acontece no inconsciente e consciente coletivo. Visto que, a Bíblia apresenta que através da adoração o povo de Deus ganhava batalhas. Diante das muralhas de Jericó (Josué 6), o povo de Deus tocou o shofar e as muralhar ruíram!
A adoração é tão poderosa que a Bíblia diz que quando Josafá, o rei de Judá, se viu apertado, cercado, relato plasmado em II Crônicas, no capítulo 20, Deus o orientou que pusesse o povo para adorar, e, exatamente, a adoração trouxe a vitória sobre os seus inimigos.
Conclusão:
Por conseguinte, a verdade consiste em que podemos escolher entre adorar a Deus e ficarmos cheios da graça de Deus, ou ficarmos colocando as músicas do mundo em nossos ouvidos e corações e ficarmos oprimidos. Gize-se que, não há neutralidade no mundo, ou você é de Deus e inimigo do mundo, ou você é do mundo e inimigo de Deus (Tg4).
Do conservo e Bispo Alexandre R. Metello